Nova Iguaçu

Dicas incríveis da Cidade

Sobre a Cidade:

Nova Iguaçu é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Situa-se na região da Baixada Fluminense e faz parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º 45′ 33″ de latitude sul e 43º 27′ 04″ de longitude oeste, a uma altitude de 25 metros. A população estimada para 2008 foi de 855.500 habitantes.[5]

História

Primeiras ocupações

Antes dos portugueses chegarem ao Rio de Janeiro (em 1503), os índios Jacutingas já habitavam a margem ocidental do rio Iguaçu. Esses índios ajudaram os franceses quando eles chegaram à região.

Ver artigo principal: França Antártica

Em torno de 1565, após a expulsão dos franceses da Baía de Guanabara, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada. Havia, àquela época, intensa pirataria promovida por corsários franceses, ingleses e holandeses no litoral da colônia.

Em 1575, o então governador da capitania do Rio de Janeiro, Antônio Salema, reuniu um exército português apoiado por uma tropa de índios catequizados, com o objetivo de exterminar o domínio franco-tamoio que já durava 20 anos no litoral norte da capitania. Temendo perder seus territórios, os índios tamoios, ainda aliados aos franceses, foram praticamente dizimados por conta da insurreição, denominada Guerra de Cabo Frio. As tropas vencedoras exterminaram aproximadamente 500 indígenas, escravizando outros 1500. Foram condenados à forca dois franceses, um inglês e o pajé tupinambá. Não obstante, as tropas adentraram o sertão incendiando aldeias e matando outros milhares de tamoios. A Guerra de Cabo Frio resultou na completa expulsão dos franceses da região.

No entanto, outros piratas europeus, principalmente ingleses e holandeses continuaram a piratear o pau-brasil, causando mortes desumanas e que se provaram inúteis, uma vez que a ausência de colonização no litoral fluminense continuou a proporcionar lucro aos corsários europeus. Não houve interesse da metrópole em colonizar a região do Cabo Frio após este massacre, entretanto os colonizadores decidiram povoar o Recôncavo Fluminense. Começaram a se fixar às margens dos grandes rios, em especial os rios Iguaçu, Meriti, Sarapuí, Saracuruna, Jaguaré, Pilar e os vales dos rios Marapicu, Jacutinga, Mantiqueira e Inhomirim.

Ainda em 1575, o capitão-mor Belchior Azeredo construiu uma ermida em louvor a Santo Antônio, no sopé de uma colina a 750 metros da maior curva do Rio Santo Antônio (homenagem ao santo, atual Rio Sarapuí, em terras jacutingas. A construção, erguida em taipa, foi determinante para que Belchior Azeredo conquistasse as terras dos índios jacutingas em forma de sesmaria, através do governador Cristóvão de Barros, batizando-as como Engenho Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas. O capitão-mor ainda concedeu a si mesmo uma sesmaria próxima ao rio Majé, onde construiu um engenho (Coordenadas: 22º45’38” S ; 43º23’23” O). Nas décadas posteriores, a pequena ermida (capela) foi alçada à categoria de capela colada, de capela curada e finalmente de igreja matriz (freguesia), e neste local permaneceu por mais de 130 anos, até a década de 1700.

Uma vez que a ocupação da bacia dos rios Iguaçu, Sarapuí e Meriti foi efetivada, o que ocorreu a partir do final do século XVI, as tradicionais trilhas indígenas viraram estradas. Uma delas, a longa trilha dos indígenas jacutingas, foi transformada na Estrada Geral, que ligava a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu (atual Marapicu) à Freguesia de Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas (atual Belford Roxo, próximo à fábrica da Bayer). O leito da Estrada Real hoje é ocupado pela RJ-105. A velha ponte sobre o Sarapuí era o ponto de junção entre a Estrada Geral e a Estrada Real (atual Avenida Automóvel Clube, que muda de nome para Martin Luther King Jr. a partir de certo ponto). A Estrada Real seguia em direção à freguesia da Candelária passando antes pelo território da Freguesia de São João do Orago do Rio Merity, do porto da Pavuna, de Inhaúma e da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Irajá.

Estes caminhos constituíram, por longo tempo, a melhor opção terrestre para adentrar o recôncavo fluminense, já que o acesso era difícil devido à grande quantidade de pântanos e de rios caudalosos e de considerável largura que eram obstáculos naturais. Para estabelecer a rota da Estrada Real, foram considerados os melhores pontos para a transposição dos rios Meriti e Sarapuí, observando locais onde estes rios formavam vaus.

A colonização da região exigia rotas para o escoamento da produção dos engenhos. Inicialmente, isso foi possível graças às vias fluviais, quando os rios serviam de estradas, uma vez que as trilhas indígenas (e as estradas derivadas delas) eram rústicas e os rios eram o modo mais fácil de adentrar no recôncavo fluminense para a sua colonização.

Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu

Ruínas da igreja de Nossa Senhora da Piedade (foto com data indeterminada, certamente início do século XX)

Ruínas de Iguaçu Velho. Torre sineira da igreja de Nossa Senhora da Piedade e, ao fundo, cemitério de Nossa Senhora do Rosário de 1875 (foto de cerca de 1970)
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Logo que passou a ser explorado, o ouro das Minas Gerais era levado por terra até o porto de Paraty e daí, por via marítima, até a cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para Portugal. Como a rota do litoral entre Paraty e o Rio de Janeiro era infestada por corsários e piratas, foi necessário a abertura de caminhos terrestres mais curtos e seguros para trazer o ouro das Minas Gerais até o Rio de Janeiro.

No século XVII Garcia Rodrigues Paes ligou Paraíba do Sul ao porto do Pilar do Iguaçu para o escoamento do ouro trazido de Minas Gerais. Essa ligação foi chamada Caminho do Pilar ou, mais comumente, Caminho Novo das Minas, pois substituiu o antigo Caminho de Paraty. Do rio Pilar, podia-se navegar até o rio Iguaçu, que tem sua foz no interior da baía de Guanabara, área com fortificações e mais protegida dos ataques de piratas e corsários.

Posteriormente foram também abertos o Caminho da Terra Firme e a Variante do Proença, visando facilitar o escoamento do ouro, já que o trânsito no Caminho do Pilar tinha diversos problemas. Com a redução de seu uso, o Caminho Novo logo passou a ser chamado de Caminho Velho.

O arraial de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu (à época grafava-se Iguassú) nasceu ao redor de um porto fluvial nas margens do rio Iguaçu. Em 1699, a localidade já tinha uma capela curada. Na época do Marquês do Pombal, em 1750, foi elevada à categoria de freguesia. O Porto de Piedade de Iguaçu prosperou em razão da intensa movimentação dos tropeiros pelo Caminho Novo.

Vila de Iguaçu

Até o início do século XIX, Piedade do Iguaçu tornou-se o principal povoado da região, mas era dependente administrativa e politicamente da cidade do Rio de Janeiro, embora já demonstrasse um bom desenvolvimento econômico, além do aumento da população e do crescimento do comércio.

Os povoados da região concentravam-se principalmente às margens dos rios, mas também havia alguns nos entroncamentos das estradas. Piedade do Iguaçu cresceu ainda mais com a abertura da Estrada Real do Comércio, primeira via aberta no Brasil para o escoamento do café do interior do país.

Graças à Estrada Real do Comércio e às ótimas condições para a criação de um entreposto comercial, foi necessária a criação de um município. Em 15 de janeiro de 1833, portanto, foi criada a vila de Iguaçu a partir de decreto assinado pelo regente Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, em nome do Imperador Dom Pedro II. Em 29 de julho do mesmo ano, foi instalada a Câmara dos Vereadores, com sete representantes.

O novo município foi formado pelas freguesias de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu (definida como capital do município), Santo Antônio de Jacutinga, Nossa Senhora do Pilar, São João de Meriti e Nossa Senhora da Conceição do Marapicu. Inicialmente, a Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Inhomirim também faria parte, contudo os moradores desse distrito não aceitaram a incorporação, especialmente devido à distância.

A Assembléia Legislativa da província do Rio de Janeiro extinguiu o município de Iguaçu em 13 de abril de 1835 (Lei nº 14), mas o restaurou em 10 de dezembro de 1836 (Lei nº 57), já sem a freguesia de Inhomirim. Em 1846 o município ainda perdeu mais uma parte de seu território ao ser criada a vila da Estrela, que assumiu a freguesia do Pilar.

Mapa da vila de Iguaçu (1837)
1 – Morro da Cadeia 10 – Largo dos Ferreiros 19 – Morro Demetriano
2 – Caminho da Serra 11 – Armazém Soares e Melo 20 – Brejo Cambambé
3 – Porto do Pinto 12 – Porto de Iguaçu 21 – Marambaia
4 – Porto do Viana 13 – Morro do Pessoa 22 – Caminho dos Velhacos
5 – Porto Soares e Mello 14 – Morro do Marinho 23 – Caminho para Tinguá
6 – Porto dos Passageiros 15 – Largo do Vítor 24 – Estrada do Comércio
7 – Porto dos Saveiros 16 – Largo Lava-pés 25 – Estrada do Cambambé
8 – Câmara (Paço) Municipal 17 – Matriz de N.S. da Piedade 26 – Córrego Mangangá
9 – Cadeia de Iguaçu 18 – Morro M. Lima 27 – Estrada da Olaria

Iguassu é uma rua comprida e mal calçada que à esquerda segue para o porto e à direita termina numa bifurcação. Aí se comprimem os armazéns, as construções, as casas dos consignatários que exportam para o Rio. É a bolsa, o mercado, o entreposto. É a vida de Iguassu. Consta de duas mil almas a população desse burgo-capital… No porto, o rio é estreito e baixo. Os cavaleiros da jarreteira poderiam passá-lo facilmente. Os barcos carregados são impelidos a vara até o mar… Antes de deixar Iguassu, sua hospedaria onde se agita toda uma geração de mestiços e sua casaria acaçapada, tive ensejo de ver um desses longos comboios de mulas carregadas que denominamos tropa. Descrição feita por Charles Ribeirolles em 1859[6]

A área total da vila de Iguaçu era, à época de sua criação, de 1.305,47 km². Na sede, havia um quartel com uma cadeia anexa, a Câmara de Vereadores, o Fórum, casas comerciais e cerca de cem casas. Nos portos eram embarcadas mercadorias em direção ao Rio de Janeiro. A população em 1879 era estimada em 21 703 pessoas, sendo 7.622 escravos.

Apesar do grande progresso em seus primeiros anos de independência administrativa (embora até 1919 as funções de Executivo fossem de responsabilidade do Intendente, representado pelo presidente da Câmara), a vila de Iguaçu entrou em decadência na segunda metade do século XIX. Alguns fatores podem ser citados, como a criação das estradas de ferro, a construção de uma ponte sobre o rio Iguaçu e epidemias de cólera, varíola e malária.

A abolição da escravatura também ajudou no declínio da economia do município, que se sustentava na exploração do negro na agricultura da cana-de-açúcar. Havia canaviais por todo o município, além de plantações de milho, feijão, mandioca, café e arroz.

Maxambomba

Maxambomba é o nome de um mecanismo de tração, operado sobre um ou dois trilhos, utilizado na época do Brasil colonial pelos senhores de engenho para assentar uma carga com segurança sobre a embarcação destinada para fazer o transporte fluvial da produção do Engenho. O mecanismo de grua permitia locomover para baixar a carga sobre a canoa chalana, observando o centro de gravidade da embarcação para a distribuição uniforme do peso da carga, evitando que o carregamento gerasse oscilações que pudessem acidentalmente lançar a carga ao rio durante o carregamento.

Assim vemos que um mecanismo de grua serviu para nomear o rio que atravessava as terras do Engenho Maxambomba. Este rio Maxambomba era chamado de Apeterei, pelos índios Jacutingas (antigos donos da terra). Apeterei, em tupi-guarani significa “Rio do meio”, e está canalizado sob os quarteirões situados entre as ruas Luis Guimarães / Nilo Peçanha e a rua Otávio Tarquínio. A Serra de Madureira (serra do Engenho do Madureira) também foi denominada de Serra de Maxambomba (serra do Engenho Maxambomba). O Rio Maxambomba, nasce na Serra de Maxambomba e atravessa as terras do antigo Engenho Maxambomba e era designado como Apeterei (Rio do Meio), porque localiza-se entre dois Rios maiores: Rio das Botaes (Riachão) e o Rio Caxoeira (atual Rio da Prata).

Uma canoa de fundo chato, conhecida como chalana ou chalupa, era o transporte mais apropriado para navegar o talvegue raso do curso d´água (um afluente de rio) utilizado pelo engenho como via fluvial para transporte.

A produção do Engenho Maxambomba escoava através de um portinho existente no rio da Prata, afluente do rio Sarapuí. O carregamento também seguia através do rio Maxambomba, principalmente quando o rio da Prata estava obstruído por árvores caídas ou desmoronamentos das margens o que provocava assoreamento acidental.

A produção de cana-de-açúcar, seguia diretriz de Portugal para o Brasil Colônia. As raízes fracas e finas da cana provocam a erosão dos terrenos desmatados e o conseqüente assoreamento dos rios. Porque, ao ser desmatada a terra e removidas as árvores com raízes fortes que seguravam a terra, substituídas pelo plantio da cana, com raízes fracas e finas que não seguravam a terra, que consequentemente era levada pelas chuvas torrenciais e depositadas no fundo dos rios, sedimentando-os e diminuindo-lhes a profundidade.

Através do portinho existente no rio Maxambomba, a produção escoava até o Porto dos Saveiros (em Tinguá) ou via rio da prata até o Porto do rio Sarapuí, onde era reembarcada em saveiros ou faluas, embarcações maiores, com destino ao Cais dos Mineiros, no Rio de Janeiro (que situava-se ao lado do Arsenal de Marinha, na rua Primeiro de Março)

Para carregar as chalanas o Engenho contava com dois portinhos fluviais, um deles localizava-se no atual Bairro da Vila Nova (instalado no rio da Prata), o outro existia à montante do rio Maxambomba (atual centro de Nova Iguaçu). Na periferia do Engenho Maxambomba, ao redor do portinho do rio Maxambomba, gradativamente foi-se assentando um pequeno comércio, seguido por um pequeno núcleo populacional que foi prosperando até se transformar no pequeno arraial de Maxambomba.

Assim na periferia das terras do engenho Maxambomba nasceu o Arraial Maxambomba. Desenvolveu-se e prosperou ao redor do portinho que existiu próximo a atual Rua Floresta Miranda. O transporte fluvial e maritimo foi utilizado até 1728 quando o Caminho do Tinguá, foi concluído pelo Mestre de Campo Estêvão Pinto. Este caminho que ficou conhecido como Caminho de Terra Firme, fugia da planície inundada e pantanosa para transpassar a muralha da Serra do Mar a caminho das “Minas Gerais”. Este caminho passava no antigo engenho Maxambomba de propriedade de Martim Corrêa Vasques. O Caminho de Terra Firme foi o único que deixou vestígios, pois, sobre parte de seu percurso foram assentados, em 1858, os trilhos da da Ferrovia D. Pedro II, (atual Central do Brasil).

O engenho de Maxambomba (localização exata de onde situava-se o engenho: latitude 22°45’36.69″S longitude 43°25’59.90″W) integrava a jurisdição (distrito) da Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga. No século XVII o engenho Maxambomba surgiu em razão do desmembramento do engenho de Santo Antônio de Jacutinga, localizado nas terras da antiga aldeia dos índios Jacutingas. A sesmaria do Engenho Santo Antônio foi concedida pelo Governador Cristóvão de Barros, para um de seus capitães, de nome Belchior de Azeredo, homem de confiança de Cristóvão de Barros que era o quarto governador do Rio de Janeiro. O Engenho ficou séculos nas mãos da família Azeredo, passando para José de Azeredo e seu filho Antônio de Azeredo (descendentes de Belchior), até ser desmembrado e extinto no século XIX, com as terras integradas ao Engenho do Brejo (Belford Roxo) e Engenho Maxambomba (Nova Iguaçu).

No século XVII o Engenho Maxambomba era propriedade de Salvador Correia de Sá e Benevides, neto paterno de Salvador Correia de Sá (o Velho), que era o maior latifundiário do Rio de Janeiro, dono de vários engenhos e de mais de setecentos escravos, e que foi Governador do Rio de Janeiro por três mandatos intercalados. Ele morava na rua Direita, atual Primeiro de Março. Na primeira metade do século XVIII pertenceu a Martim Corrêa Vasques, na segunda metade do mesmo século o Engenho Maxambomba passa para o Padre José Vasques de Soiza, cujo irmão inteiro era o capitão Manuel Correia Vasques, proprietário do Engenho Caxoeira (atual município de Mesquita). Ambos eram descendentes diretos de Salvador Correia de Sá e Benevides, de Mem de Sá e de Estácio de Sá.

A Sede colonial do Engenho Maxambomba situava-se no cume da alta colina cuja encosta setentrional localiza-se, atualmente, o Bairro Califórnia e cuja encosta meridional está assentado o Bairro da Vila Nova. A sede do Engenho Maxambomba estava 1,65 km (1/4 de legoa) de distância da Matriz da Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga (atual Igreja da Prata). A localização é dada com exatidão por Monsenhor Pizarro, no relatório das suas visitas pastorais no ano de 1794. Ele descreve com clareza solar a direção do Engenho (poente) e a equidistância, em léguas, levando em consideração, como ponto de partida, a atual Igreja de Santo Antônio da Prata, que em 1794 era a Matriz de Santo Antônio de Jacutinga (Localização da atual Igreja de Santo Antônio da Prata = Latitude: 22°45’38.68″S e Longitude: 43°24’56.99″W).

Escravos fugitivos do Engenho Jacutinga, Engenho do Brejo e do Engenho Maxambomba, utilizavam o leito do rio da Prata para chegar às encostas da Serra Maxambomba (atual Serra do Madureira), onde no atual bairro do K 11 fundaram o quilombo de Cauanza. K 11 é uma corruptela de Cauanza, o nome africano do Quilombo.

Os pequenos rios, vias fluviais que serviam os Engenhos foram perdendo sua capacidade de manter talvegue apropriado para serventia e em razão de assoreamentos, obstruções, contínuo desmatamento das margens, gradativamente foram substituídos por estradas ou carreteiras (estradas para carroças). Também em razão do desenvolvimento.

A Estrada Geral é uma das mais antiga da região, caminho utilizado bem antes do período colonial, já era uma antiguíssima trilha dos índios Jacutingas (um Apecatu, que em tupi-guarani significa: “Bom Caminho”). A Estrada Geral ligava a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Mariapicu à Freguesia de Santo Antônio da Aldeia dos Jacutingas (atual centro de Belford Roxo); Hoje a Estrada Geral está divida em duas: Estrada Dr. Plínio Casado e Estrada Abílio Augusto de Tavora (antiga Estrada do Engenho do Madureira)que em 1930 foi reformada.

A carreteira mais extensa construída pelo colonizador na Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga, em linha quase reta, iniciava no atual centro de Nova Iguaçu, na rua Floresta Miranda, seguindo pela Rua Comendador Francisco Soares, rua do encanamento, atravessando a atual Rodovia Presidente Dutra (que não existia na época), seguindo por Heliópolis (rua Maria/rua Heliópolis), passando pelo Bairro Baby até chegar ao Porto dos Saveiros (Tinguá). Outras carreteiras importantes foram melhoradas quando as vias fluviais deixaram de ser utilizadas, como é o caso da atual rua Barros Júnior, se conecta com a Estrada do Iguaçu (atravessando a via Presidente Dutra), estas carreteiras eram a serventia para transporte da produção do Engenho do Madureira, Engenho da Posse, Fazenda Caioaba e Fazenda Filgueiras (atual bairro Filgueiras, Nova Iguaçu) o escoamento destinava as produções dos Engenhos para embarque nos Portos fluviais de Piedade de Iguaçu.

A importância que o rio Iguaçu tinha para a comunicação entre a Vila e o Rio de Janeiro diminuiu com a implantação das estradas de ferro, que eram um meio de transporte mais rápido, barato e seguro.

À época do segundo Império a população da Vila Maxambomba assistiu entusiasmada a chegada das locomotivas à vapor, popularmente conhecidas por “Maria-fumaça”. Em 29 de março de 1858 a Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual Estrada de Ferro Central do Brasil) foi inaugurada pelo próprio Imperador Pedro II e ligou o Campo da Aclamação (no Rio de Janeiro) ao Pouso dos Queimados (atual Município de Queimados) e, no ano seguinte chegou a Belém (atual Japeri). Na parada ferroviária de Maxambomba a produção da Fazenda Maxambomba passou a ser embarcada para a côrte. A implantação da estrada de ferro aumentou o comércio estabelecido na região. A atividade no Arraial prosperou tanto que isso fez com que, em 1862, a Matriz da Freguesia de Santo Antônio de Jacutinga fosse transferida para perto da estação.

Outra estrada de ferro importante foi a Rio do Ouro, que começava no bairro do Caju, no Rio de Janeiro) e seguia até a localidade de Rio d’Ouro, em Nova Iguaçu. Sua construção foi iniciada em agosto de 1876 e concluída em 1883. Em 1886, foi adaptada para o transporte de cargas e passageiros, e contava com três ramais em seus 53 quilômetros: Xerém, Tinguá e São Pedro (Jaceruba). Nos anos 60, contudo, a estrada de ferro foi, aos poucos, desativada. Segundo os responsáveis por sua manutenção, ela não dava lucro.

A ponte construída sobre o rio Iguaçu em 1886 na localidade de São Bento acabou de vez com a importância do rio para o desenvolvimento da região, pois impediu o tráfego dos saveiros e faluas. A chegada da ferrovia na região, a proclamação da lei Áurea no dia 13 de maio de 1888 que causou ruína a considerável parte da aristocracia rural, as epidemias de cólera, varíola e malária, fizeram com que a população da Vila de Iguaçu abandonasse o local, transferindo-se para o Arraial de Maxambomba.

Devido, especialmente, a esses fatores, em 1º de maio de 1891, através de decreto assinado por Francisco Portela, a sede do município foi transferida definitivamente para Maxambomba, que foi elevada à categoria de Vila. A antiga Vila de Iguaçu passou a ser conhecida por Iguaçu Velha.

No limiar da década de 1950, época da inauguração da Rodovia Presidente Dutra, as terras remanescentes do antigo Engenho colonial Maxambomba, foram desapropriadas pelo presidente Getúlio Vargas, que urbanizou a antiga Fazenda Maxambomba, transformando-a em Bairro modelo, com o objetivo de oferecer moradias à classe dos marítimos, uma categoria de servidores do Estado; transformando a Fazenda Maxambomba no Bairro Califórnia.

Nova Iguaçu

Vista da cidade de Nova Iguaçu, mostrando a Matriz de Santo Antônio de Jacutinga e vários laranjais (1932).

A Vila de Maxambomba recebeu oficialmente o nome de Nova Iguassú através da Lei nº 1.331, de 9 de novembro de 1916, de autoria do deputado estadual Manuel Reis. A grafia do nome da cidade só mudou para Nova Iguaçu tempos depois, após reformas ortográficas da língua portuguesa.

Após o declínio da agricultura da cana-de-açúcar, a cultura da laranja passou a ser a mais importante para o município. Vinda de São Gonçalo, a laranja encontrou solo ideal em Nova Iguaçu. Apenas para citar um exemplo, todo o bairro da Posse era, antigamente, uma grande fazenda produtora de laranjas.

Praticamente toda a produção de laranjas era exportada, trazendo para o município um grande desenvolvimento econômico. A exportação começou a ocorrer no ano de 1891, juntamente com o desmatamento (lenha e carvão, madeiras de lei).

O auge da citricultura em Nova Iguaçu foi dos anos 30 a 1956. De 1930 a 1940, a cidade de Nova Iguaçu era chamada de “Cidade Perfume”, porque as laranjeiras, em floração, perfumavam todo o roteiro das ferrovias.

A construção de casas de beneficiamento e embalagem da produção na segunda metade do século XX trouxe novo fôlego para a exportação. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, houve interrupção do transporte marítimo, impedindo a exportação das laranjas. Com isso, as áreas dos antigos laranjais começaram a ser loteadas e novos bairros surgiram.

A partir da “crise da laranja”, Nova Iguaçu passou a se concentrar num processo de industrialização, beneficiado pela facilidade de escoamento da produção graças, especialmente, às rodovias que cortam o município, entre elas a BR-116 (Rodovia Presidente Dutra). Além disso, nessa época era possível encontrar com facilidade amplos terrenos a preço baixo e mão-de-obra barata. Nova Iguaçu passou então a contar com um significativo parque industrial e uma grande atividade comercial.

Emancipações

Nova Iguaçu já foi muito maior do que é hoje. Porém, diversas emancipações de distritos que queriam independência administrativa marcaram a história do município. O primeiro desmembramento ocorreu em 31 de dezembro de 1943, quando foi ratificada pela Câmara dos Vereadores a emancipação de Duque de Caxias. São João de Meriti também integrava esse novo município. Em 1947 foi a vez de Nilópolis se emancipar, no mesmo ano em que São João se separou de Caxias. Contudo, as emancipações que mais marcaram a economia de Nova Iguaçu foram as ocorridas no início dos anos 90.

Antes de iniciar seu ciclo de industrialização, Nova Iguaçu era uma cidade-dormitório, designação dada aos municípios cuja maior parte da população trabalha em outra cidade (no caso, o Rio de Janeiro). Além disso, praticamente não havia infra-estrutura urbana, já que a cidade acabara de sair de um período dedicado apenas à citricultura.

Mesmo com as emancipações dos anos 40, Nova Iguaçu tornou-se ao longo dos anos uma das principais cidades do estado, tanto em população quanto em geração de renda. Em 1989, a cidade chegou a ter 1.700.000 habitantes, sendo a sexta mais populosa do Brasil na época. Mas essa realidade foi abalada após as emancipações de importantes distritos.

Em 1990, houve a emancipação de Belford Roxo (segundo menor distrito, porém um dos mais populosos), seguido por Queimados (no qual estava localizado o Pólo Industrial de Nova Iguaçu que, logicamente, passou a ser administrado pelo novo município). No ano seguinte, foi a vez de Japeri. Em 1999, Mesquita, distrito de apenas 36 km², também se emancipou, tendo sua primeira eleição para prefeito no pleito municipal de 2000.

As emancipações trouxeram um “baque” econômico para o município de Nova Iguaçu, que teve população e, conseqüentemente, arrecadação reduzidas, apesar de ter mantido praticamente o mesmo volume de gastos públicos.

Futuro

Apesar de todas as dificuldades, Nova Iguaçu continua sendo considerada uma das cidades mais atrativas da região metropolitana. Vários projetos estão sendo realizados para melhorar o município.

Em 1999, por exemplo, foi lançado um Plano Estratégico, que fez um diagnóstico dos problemas de Nova Iguaçu e suas possíveis soluções. Atitudes como a reforma do centro comercial da cidade (o segundo maior do estado) e a criação de um pólo logístico são as principais ações voltadas para trazer novos investidores para a região, e conseqüentemente mais oferta de empregos e geração de renda para a população.

Apenas como exemplo, a indústria de cosméticos da cidade tem a segunda maior concentração de fábricas dessa área no país. Além disso, se antigamente Nova Iguaçu era uma cidade-dormitório, atualmente grande parcela da população trabalha na própria cidade.

Apesar de alguns avanços, diversos de seus bairros são marcados por ausência ou insuficiência de serviços públicos, além da falta de infra-estrutura, como água encanada, recolhimento de lixo e postos de saúde.

No município, cresce a preocupação com o meio ambiente. Esforços para preservar a natureza tem sido alvo de ONGs e da própria população. Exemplo disto foi a campanha feita para reflorestar áreas desmatadas. A ação foi voluntária e teve o apoio de grupos de aventureiros e da prefeitura.

Na semana de comemoração do meio ambiente, um mutirão foi ao parque municipal participar de atividades de preservação e atuar nas trilhas e nascentes para recolher lixos deixados por visitantes poluidores.

A preservação do meio ambiente tem sido levada a sério por muitos, porém ainda necessita-se de maiores esforços para que a cultura da população que polui e desmata mude e passe preservar a natureza.

Geografia

  • Extensão: Norte-Sul – 36 km / Leste-Oeste – 24 km
  • Rios: Maxambomba, da Prata, Iguaçu, Guandu, Botas, Sarapuí e Tinguá
  • Temperatura média anual: 21,8°C
  • Precipitação média anual: 2.105 mm

Localização

A Cidade de Nova Iguaçu apresenta-se geograficamente limitada pelos seguintes municípios: Rio de Janeiro, a sul; Mesquita, a sudeste; Belford Roxo, a leste; Duque de Caxias, a nordeste; Miguel Pereira, a norte; Japeri, a noroeste; Queimados, a oeste; e Seropédica, a sudoeste. Longitudinalmente, apresenta uma extensão máxima de 36,33 km e 31,28 km de extensão máxima transversal, perfazendo uma área de 524,5 km², que a torna o maior município da Baixada Fluminense.

O município situa-se na região mais importante, econômica e financeiramente, do estado do Rio de Janeiro, a denominada Região Metropolitana, da qual fazem parte, além de Nova Iguaçu, os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Paracambi, Queimados, Rio de Janeiro, São João de Meriti, São Gonçalo, Seropédica e Tanguá.

Em virtude de seu posicionamento geográfico, a cidade desempenha o papel de centro de negócios e de comércio para os municípios vizinhos, situados a oeste da Baía de Guanabara.

Municípios vizinhos

O diagrama seguinte representa os municípios periféricos a Nova Iguaçu, num raio de 40 km. As distâncias são em linha reta.

Localidades na vizinhança
Nova IguaçuNova Iguaçu
Localidades com 187949 habitantes (2007)Mesquita (3 km)
Localidades com 159000 habitantes (2007)Nilópolis (6 km)
Localidades com 130275 habitantes (2007)Queimados (12 km)
Localidades com 474000 habitantes (20007)Niterói (38 km)
Localidades com 72466 habitantes (2000)Seropédica (26 km)
Localidades com 103515 habitantes (2007)Itaguaí (35 km)
Localidades com 93200 habitantes (2000)Japeri (25 km)
Localidades com 44629 habitantes (2007)Paracambi (31 km)
Localidades com 306465 habitantes (2007)Petrópolis (39 km)


Nota-se a grande proximidade de Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis, São João de Meriti e Duque de Caxias a Nova Iguaçu.

Geologia

A geologia de Nova Iguaçu está representada por três grandes grupos de rochas, de origem, composição e idades diferenciadas.

Formação sedimentar

São terras formadas por sedimentos inconsolidados com idade inferior a 2 milhões de anos responsáveis pela cobertura sedimentar. Os locais planos e os sopés dos maciços e colinas são formados por esse tipo de cobertura.

Constituem as planícies e as terras baixas da Posse, Comendador Soares, Cabuçu, Jardim Paraíso e Km 32, além de áreas isoladas, como as terras pantanosas do noroeste de Campo Alegre, as margens do rio Iguaçu em Geneciano e a planície de Iguaçu Velho.

Formação ígnea alcalina

São terras formadas por rochas de origem magmática (ígneas), representadas por tipos rochosos alcalinos, tais como álcali sienito e traquito, com idade de 59 a 67 milhões de anos (datações Ar-Ar a laser-spot), que corresponde ao período próximo à extinção de dinossauros.

Essas rochas eram interpretadas como constituinte de um vulcão extinto com a presença de cratera, denominado “Vulcão de Nova Iguaçu“. Entretanto, as pesquisas científicas recentes publicadas nas revistas especializadas negam existência do referido vulcão. Foi esclarecido geologicamente que a cratera, o cone, a lava, o fluxo piroclástico e a bomba vulcânica relatados foram equivocadamente interpretados por trabalhos anteriores. Houve atividades vulcânicas nesta região, porém o vulcão da era dos dinossauros foi eliminado completamente por causa do intenso efeito de erosão desta região tropoical, portanto atualmente não existe mais[7].

Constituem a maioria das partes do maciço Gericinó-Mendanha, Serra dos Caboclos (Serra de Adrianópolis) e Serra de São Pedro.

Formação metamórfica

São terras formadas por rochas de origem ígnea (granitos homogêneos) e metamórfica (migmatitos e granitóides foliados) com idade em torno de 550 milhões de anos.

Essas rochas formam uma parte do relevo iguaçuano, chamada de mar de morros. Esta rocha, denominada sienito formam jazidas minerais muito raras no mundo, tais como rochas ornamentais e brita de qualidade especial, porém são muito pouco conhecidas pela população local.

As terras com formação metamórfica (granitóides foliolados) estão nos bairros de Miguel Couto, Geneciano, Corumbá, Santa Rita, Vila de Cava, Iguaçu Velho, Austin, Carlos Sampaio, Adrianópolis, Jaceruba e a Serra do Tinguá.

As terras com as rochas metamórfica de alto grau (migmatitos) estão nos bairros de Lagoinha, Campo Lindo, Danon, Bairro da Luz, Centro, Califórnia, Tinguá, Serra do Tinguazinho e Serra da Bandeira (Serra de Jaceruba).

Relevo

O relevo de Nova Iguaçu é representado por dois grandes maciços rochosos situados nas porções norte e sul do município: o maciço de Tinguá e o maciço do Gericinó-Mendanha, respectivamente. O primeiro possui altitude máxima de 1600 m, e o segundo, 974 m.

Entre esse dois maciços estende-se uma grande área de planície (baixada) e de colinas com cristas vertentes e convexas (meias-laranjas), numerosas (mar de morros) e com altitudes inferiores às dos maciços. As colinas em formato de meias-laranjas tendem a ser em maior número à medida que se aproximam do maciço de Tinguá e dos contrafortes da Serra do Mar (região de Jaceruba).

Vegetação

Classe de uso do solo % Área
Floresta ombrófila densa 32,88% 175,5 km²
Área urbana 30,66% 163,4 km²
Pastagens (campos) 19,85% 105,7 km²
Vegetação secundária 7,36% 39,2 km²
Área degradada 4,52% 24,0 km²
Área rural 2,94% 15,6 km²
Formação pioneira 1,27% 6,8 km²
Corpos d’água 0,52% 2,7 km²
Total 100% 532,9 km²

Em Nova Iguaçu cerca de 40% da área total da cidade encontra-se coberta por formações vegetais significativas (vegetações primárias, secundárias ou pioneiras). Desse total, 32,88% correspondem à cobertura original da Mata Atlântica, um dos mais ricos ecossistemas do planeta. Cerca de 30% está comprometido com o uso urbano e o restante corresponde à atividade agrícola (2,94%) e as áreas de campo e pastagem, ou seja, as áreas onde a vegetação natural ou primitiva foi substituída para práticas de agricultura ou para o criatório. Uma pequena parcela da superfície total do município corresponde a áreas sujeitas a inundações e áreas degradadas.

Hidrografia

Nova Iguaçu conta com diversos rios, córregos e canais que constituem as bacias dos rios Iguaçu e Sarapuí (que, regionalmente, integram a bacia da Baía de Guanabara) e a do rio Guandu (que integra a bacia da Baía de Sepetiba).

A bacia do rio Guandu abrange os rios Santana, São Pedro, Santo Antônio, D’Ouro, Sarapó, Ipiranga, Cabuçu, Cabenga e Guandu-Mirim.

A bacia do rio Iguaçu abrange os rios Paiol, das Velhas, Botas, Ana Felícia, Tinguá, Barreiras, Boa Esperança e Adrianino.

A bacia do rio Sarapuí é constituída pelos rios Maxambomba, da Prata e Dona Eugênia.

Unidades de conservação da natureza

Commons
O Wikimedia Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Tinguá

Diversos tipos de Unidades de Conservação da Natureza foram instituídos em Nova Iguaçu, correspondendo a correspondem a 50%[carece de fontes?] da área total da cidade.

Na porção sul do município, localiza-se a área de proteção ambiental (APA) do Gericinó-Mendanha, unidade de uso sustentável administrada pelo Governo Estadual. Dentro dessa APA, encontra-se o Parque Municipal de Nova Iguaçu, unidade de proteção integral instituída pelo Poder Público Municipal.

Ao norte encontramos a Reserva Biológica Federal do Tinguá (REBIO Tinguá), unidade de proteção integral instituída pelo Governo Federal. Margeando a REBIO do Tinguá, encontramos as Áreas de Proteção Ambiental de Jaceruba, Rio d’Ouro e Tinguá, todas instituídas por leis municipais.

Outras quatro APAs Municipais são: Guandu-Açu, Morro Agudo, Tinguazinho e Retiro, localizadas, respectivamente, nas porções sudoeste, noroeste e nordeste do município.

Política

  • Número de eleitores: 483.515 / Zonas 10 / Seções 1.377 (dados da eleição de 2002)

Câmara municipal

A Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu foi instalada em 29 de julho de 1833, com a posse dos primeiros vereadores. O primeiro presidente foi Inácio Antônio de Sousa Amaral. Até a criação da Prefeitura, pouco mais de 86 anos depois, a Câmara de Vereadores acumulou os poderes Legislativo e Executivo.

Entre 1891 e 1908, a Câmara de Vereadores (Paço Municipal) não teve sede. Em 1908, foi inaugurado um edifício na avenida Marechal Floriano, onde a Câmara funcionou junto com o Paço da Intendência Municipal (onde ficava o gabinete do Intendente Geral) até a criação da prefeitura, que assumiu o poder executivo municipal (até então nas mãos do Intendente, que era o presidente da Câmara) e também passou a utilizar o prédio.

Com a criação da Prefeitura de Nova Iguaçu, em 26 de novembro de 1919, a Câmara dos Vereadores passou a ser responsável apenas pelo poder legislativo municipal. Contudo, as primeiras eleições para prefeito ocorreram apenas em 9 de julho de 1922.

A Revolução de 30 fez com que o Congresso Nacional fosse dissolvido e as Assembléias dos Estados e Câmaras de Vereadores fossem fechadas. A Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu ficou em recesso até 1935. Porém, o retorno aos trabalhos foi curto, pois em 10 de novembro de 1937, o Estado Novo de Getúlio Vargas fez com que as Câmaras fossem fechadas novamente. A de Nova Iguaçu voltou a funcionar apenas em 1947, após as eleições municipais de 28 de setembro daquele ano.

Após o longo recesso, a Câmara de Vereadores precisou mudar de endereço, pois a Prefeitura não aceitou continuar compartilhando o prédio. A Câmara passou a funcionar em um sobrado também na avenida Marechal Floriano. Esse novo endereço permaneceu o mesmo até 1959.

O prédio original da Câmara (fundado em 1908), foi demolido nos anos 60, durante a ditadura militar, pelo prefeito de então, que pretendia construir o “Palácio da Municipalidade”. Contudo, por motivos diversos, o “Palácio” não foi construído e o local acabou sendo transformado em estacionamento tempos depois. Em 11 de julho de 1959 foram inauguradas as instalações atuais da Câmara de Vereadores, na Travessa Rozinda Martins, 71, 3º andar.

O último recesso imposto à Câmara de Vereadores foi em 8 de maio de 1969, sob o Ato Complementar nº 53, do governo militar. A Câmara voltou às suas atividades no ano seguinte, em 15 de julho de 1970. Atualmente, a Câmara de Nova Iguaçu conta com 21 vereadores.

Prefeitura

Sede da Prefeitura de Nova Iguaçu

A Prefeitura foi criada em 26 de novembro de 1919, através do Decreto nº 1716. Com isso, a Câmara de Vereadores passaria a cuidar apenas das funções legislativas (até então, também era responsável pelo Executivo).

O então presidente (governador) do estado do Rio de Janeiro, Raul de Morais Veiga, nomeou Mário Pinotti como prefeito de Nova Iguaçu, contudo os vereadores consideraram a criação da Prefeitura um desrespeito à autonomia municipal.

O presidente da Câmara de Vereadores, Ernesto França Soares, entrou na justiça e, através de um habeas corpus, assumiu o cargo de prefeito em 26 de maio de 1920. As primeiras eleições para prefeito ocorreram apenas em 9 de julho de 1922, sendo eleito o médico Manoel Francisco Salles Teixeira (tomou posse em 22 de novembro de 1922).

A atual sede da prefeitura foi construída durante o governo de João Ruy de Queiroz Pinheiro, no início da década de 1970.

Divisão administrativa

Ver artigo principal: Subdivisões de Nova Iguaçu

O município de Nova Iguaçu está, administrativamente, dividido em cinco Setores de Planejamento Integrado (SPIs), cada um deles, por sua vez, divididos em Unidades Regionais de Governo (URGs), sendo estes últimos, subdivididos em bairros.

As URGs foram criadas para oferecer os serviços ordinários à população, descentralizando, assim, alguns serviços rotineiros realizados apenas no Centro da cidade.

Os bairros, por sua vez, são oficialmente as menores unidades administrativas da cidade, porém cada bairro conta com diversos sub-bairros, vilas, lugarejos e povoados, o que pode levar a uma nova organização política dentro de poucos anos. A atual relação de bairros de Nova Iguaçu foi definida pela Leis 2.965, de 17 de dezembro de 1998, e pelo Decreto 6.083, de 12 de janeiro de 1999.

A divisão política oficial da cidade leva em conta tanto características histórico-culturais dos diferentes bairros de Nova Iguaçu como fatores de ordem prática ou natural (como a divisão de duas URGs em uma avenida importante ou um rio, por exemplo).

A zona de preservação ambiental da Reserva Biológica do Tinguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Gericinó-Mendanha (Parque Municipal de Nova Iguaçu), são áreas não-abairráveis.

Economia

Agricultura

O plantio de café e a agricultura em geral em Tinguá e áreas próprias na cidade de nova Iguaçu está sendo retomado por projetos e iniciativas iguais a do líder político iguaçuano Luis Carlos Magalhães que no dia 6 de agosto de 2005 apresentou projeto para reativar a agricultura em grande escala no município de Nova Iguaçu.

O projeto foi apresentado na segunda conferêcia das cidades. Realizado em Seropedica na UR, Universidade Rural.

Dentro do projeto, além da reativação da agricultura em áreas não povoadas e abandonadas de domínio do estado e/ou particular, está a iniciativa da criação de uma nova Central de abastecimento nos moldes da CEASA, Central essa que comercializará principalmente os produtos plantados na região da Baixada Fluminense e atenderá comerciantes, feirantes e o público alvo dos produtos oferecidos.

Hoje comerciantes da Baixada Fluminense em geral vão a Ceasa localizada no município do Rio de Janeiro para efetuar suas compras, sendo que diversos produtos negociados lá, são produzidos na própria Baixada Fluminense.

Este desencontro por si só já elevam os preços dos produtos se levarmos em conta somente um item. Transporte = Frete. Uma vez que o produto é levado da Baixada Fluminense para o Ceasa e o consumidor Fluminense precisa ir a Ceasa buscá-lo e voltar a sua origem.

Turismo

Ver artigo principal: Turismo em Nova Iguaçu

Nova Iguaçu conta com diversas áreas de interesse histórico, ecológico e cultural.

Transportes

Principais acessos rodoviários:Via Dutra, Estrada Rio-São Paulo, Estrada de Madureira , Estrada Zumbi dos Palmares, Estrada de Adrianópolis e Via Light.

Rodoviário

Nova Iguaçu conta com uma vasta malha viária, sendo cortada por importantes rodovias e estradas.

Rodovias federais
  • BR-116, Rodovia Presidente Dutra. Em território iguaçuano, possui 15 km de extensão e corta o município de leste a oeste, margeando dezesseis bairros.
  • BR-465, a Antiga Estrada Rio-São Paulo. Rota para São Paulo até a década de 1950, com a construção da Rodovia Presidente Dutra, a BR-465 é uma estrada de ligação entre a Dutra e a Avenida Brasil. Corta Nova Iguaçu na porção sudoeste com 6 km de extensão, passando por 4 bairros.
Rodovias estaduais
  • Via Light, Via de extrema importância para a cidade, por cortar o Centro e ligá-lo à Linha Vermelha, tem 4 km em território iguaçuano e corta o Centro e mais 3 bairros.
  • RJ-085, a Estrada Rio d’Ouro. Situada no extremo leste do município, serve por 1,5 km como fronteira entre Nova Iguaçu e Duque de Caxias, no bairro de Geneciano.
  • RJ-105 (trecho sul), Avenida Abílio Augusto Távora, popularmente conhecida como Estrada de Madureira. Possui 22 km, corta a cidade do Centro ao sudoeste, dá acesso a Zona Oeste e à Costa Verde e passa por 14 bairros.
  • RJ-105 (trecho norte), Estrada Dr. Plínio Casado. Liga Nova Iguaçu a Belford Roxo, passando por 5 bairros e 3 km.
  • RJ-111, Estrada Zumbi dos Palmares. Liga a região central do município à Reserva Biológica de Tinguá. Possui 16 km e passa por quatro bairros.
  • RJ-113, a Estrada de Adrianópolis. Liga a região central do município ao longínquo bairro de Jaceruba, no noroeste. Possui 22 km de extensão e passa por 4 bairros.
  • RJ-115, a antiga Estrada Real do Commercio. Oficialmente, liga Miguel Pereira à BR-040, passando por Tinguá e Xerém, mas na prática a pista é em leito natural e sua medição é muito complicada devido ao trecho dentro da Reserva Biológica do Tinguá.
  • RJ-119 a Estrada Jaceruba-Japeri. Como o nome sugere, faz a ligação intermunicipal do distante noroeste iguaçuano ao município vizinho de Japeri. Tem 10 km de extensão do centro de Jaceruba até a fronteira com o município supracitado.
Vias municipais

Ferroviário

Serviços semi-diretos do ramal Japeri
Linha Estações
Central do Brasil ? Japeri 20
Central do Brasil ? Queimados 18
Central do Brasil ? Nova Iguaçu 14

O transporte ferroviário de Nova Iguaçu é importante hoje em dia, mas já foi o principal meio de transporte para a população até a década de 1960.

Desde o início da expansão ferroviária promovida pelo imperador D. Pedro II, em 1855, Nova Iguaçu já foi muito bem servida pelo transporte ferroviário. A estação de Maxambomba foi inaugurada em 1858, cujo nome foi alterado para Nova Iguaçu em 1916. No primeiro trecho construído da Estrada de Ferro Dom Pedro II, foram construídas, além da estação de Maxambomba, as estações Queimados e Belém, atual Japeri, ambas na época pertencentes a Nova Iguaçu. Com a proclamação da República, em 1889, o nome da ferrovia foi alterado para Estrada de Ferro Central do Brasil.

Ainda na chamada Linha do Centro da EFCB, Nova Iguaçu teve as seguintes estações, na ordem: Olinda e Nilópolis (até 1947, quando Nilópolis se emancipou); Edson Passos, Mesquita e Presidente Juscelino (até 1999, quando Mesquita se emancipou); Comendador Soares e Austin, iguaçuanas até hoje; Queimados (até 1990, quando Queimados se emancipou); Engenheiro Pedreira e Japeri (até 1991, quando Japeri se emancipou).

Na chamada Linha Auxiliar, antiga Estrada de Ferro Melhoramentos, Nova Iguaçu já teve as seguintes estações, desativadas nos anos 60, na ordem: São João de Meriti, Engenheiro Belford, São Mateus, Tomazinho e Éden (até 1943, quando Meriti desligou-se de Nova Iguaçu); Rocha Sobrinho, atual estação de cargas da SuperVia, Prata, Andrade Araújo, Caioaba, Ambaí, Santa Rita, Ahiva, Amaral e Carlos Sampaio, no território atual; Aljezur e Teófilo Cunha, atualmente em Japeri.

A Estrada de Ferro Rio d’Ouro, concebida nos últimos anos do Império para garantir a manutenção do sistema de abastecimento de água da Corte, obtida nas nascentes da Serra do Tinguá, tinhas as seguintes estações (linha desativada nos anos 60), na ordem: Vila Rosali, Agostinho Porto, Coelho da Rocha e Belford Roxo, atualmente utilizadas pelas SuperVia; Areia Branca, Heliópolis e Itaipu, ainda em Belford Roxo; Retiro (Miguel Couto), Figueira e José Bulhões (Vila de Cava), pelo Ramal de Cava. Ramal Jaceruba: Paineiras (Adrianópolis), Rio d’Ouro, Santo Antônio, Saudade e São Pedro (Jaceruba). Ramal Tinguá: São Bernardino, Iguaçu, Barreira e Tinguá. Ramal Xerém: Aurora, km 33 e Babi (atualmente em Belford Roxo); Pontal do Iguaçu; km 43, João Pinto (Mantiqueira) e Xerém (até 1943, quando Duque de Caxias se emancipou).

Atualmente, a SuperVia administra o sistema ferroviário metropolitano fluminense. Nova Iguaçu conta com duas linhas.

Sociedade

Educação

Educação básica

A primeira instituição de ensino regular de Nova Iguaçu foi o Colégio Leopoldo, fundado em 1930 por Leopoldo Machado. Existe ainda hoje, como instituição privada.

Outras instituições de ensino, voltadas ao Ensino Fundamental foram criadas no município durante o século XX, das quais se destacam o Instituto Iguaçuano de Ensino, Colégio Gonçalves Dias, Colégio Antonio Huback, Colégio Souza Duarte, Colégio-Curso Tamandaré, Instituto Olavo Bilac, Instituto Educacional Teixeira Carelli e Leite, entre outros.

No início dos anos 60, foi fundado pelo prefeito Sebastião de Arruda Negreiros o Colégio Monteiro Lobato. Essa é, atualmente, a principal escola municipal da cidade, sendo sede inclusive da Vila Olímpica de Nova Iguaçu.

Existe também a Sociedade Filantrópica São Vicente, entidade fundada em 1958 e que até hoje atende com excelência crianças de zero a seis anos.

Ensino superior

A primeira instituição de Ensino Superior de Nova Iguaçu foi a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Nova Iguaçu, fundada em 1970. Seus primeiros cursos foram Letras, Matemática, Física, Ciências Biológicas e Pedagogia. Em 1974, implantou a Faculdade de Direito.

À medida em que ampliou-se a oferta de cursos, o conjunto de faculdades passou a denominar-se Sociedade de Ensino Superior de Nova Iguaçu (Sesni). Em 1993, foi oficializada como universidade, passando a denominar-se Universidade Iguaçu (Unig).

Em Nova Iguaçu também há cursos da Universidade Federal Fluminense, do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ), da Escola Técnica Estadual João Luiz do Nascimento da FAETEC (onde tem diversos cursos Concomitantes e Subsequentes ao Ensino Médio), além de campi de instituições particulares do Rio de Janeiro, como a Universidade Estácio de Sá e o Centro Universitário Geraldo Di Biase.

Em 2009 será inaugurado um campus avançado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, cujo primeiro vestibular ocorreu no fim de 2005. Até a conclusão das obras, os universitários têm suas aulas no Colégio Monteiro Lobato.

Saúde

Até os anos 30, Nova Iguaçu não possuía um hospital. Nessa época, o jornal Correio da Lavoura iniciou uma campanha que prontamente recebeu apoio da população.

Como resultado dessa campanha, em 21 de junho de 1931 foi lançada a pedra fundamental da construção do Hospital de Iguaçu, com a presença do então presidente Getúlio Vargas. A diretoria foi eleita em 17 de julho do mesmo ano e o hospital foi inaugurado em 31 de março de 1935. O Hospital de Iguaçu mantém as atividades até hoje, em seu prédio original.

Hoje em dia, porém, o mais importante hospital do município, e também da Baixada Fluminense, é o Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), também conhecido como Hospital da Posse (nome do bairro onde está localizado).

O HGNI foi inaugurado em 1982, quando foi comprado da iniciativa privada pelo governo federal. Em 1991, o hospital passou a ser gerenciado pela prefeitura de Nova Iguaçu, voltando a ser federalizado em 1994, mas em co-gestão com a prefeitura municipal.

Cultura

Comunicação

O jornal mais antigo de Nova Iguaçu, ainda em circulação, é o Correio da Lavoura, fundado em 22 de março de 1917. Embora sua periodicidade atualmente seja semanal, ainda é um importante periódico da região. Os únicos jornais diários da cidade atualmente em circulação são o Jornal de Hoje e o Jornal Hora H.

Também há várias rádios comunitárias, divulgadas principalmente através de alto-falantes instalados nos principais centros comerciais da cidade, além da Rádio Tropical 830khz, que funciona na faixa AM.

Esporte

Nova Iguaçu conta com diversas entidades dedicadas ao esporte amador. Além disso, possui uma Vila Olímpica, construída nos anos 90 dentro do Colégio Monteiro Lobato.

No futebol o município possui três clubes profissionais de futebol, que disputam o Campeonato Carioca: Nova Iguaçu Futebol Clube , Artsul Futebol Clube e Esporte Clube Miguel Couto (ambos na segunda divisão).

Existem também polos esportivos, podendo citar outras modalidades, como a ginástica artística,o xadrez, o futsal e as artes marciais.

Nova Iguaçu também é sede do Primeiro clube de Rugby da Baixada Fluminense, o Maxambomba Rugby Clube, que tem como sede o SESI Clube de Nova Iguaçu.

No esporte profissional a cidade também é representada em outras modalidades além do futebol, como no skate onde a cidade foi em vários momentos representada pelos skatistas profissionais André Viana, Douglas Marques “Ugry” e Tobias Soares.

Em Nova Iguaçu se encontra a primeira pista de Skate do Brasil e da América Latina que foi inaugurada em dezembro de 1976, construida na época do governo Lubanco. A pista foi arquitetada pelo skatista Sergio Alexandre, que na época era presidente da Associação Skateboard Nova Iguaçu, que suspeita-se ser a primeira entidade de organização esportiva deste esporte no país. No ano seguinte, em 1977 esta mesma pista recebeu o primeiro campenato de skate em pista de concreto do Brasil que foi organizada pelo lendário Cesinha Chaves. O formato deste evento serviu como base para o regulamento atual de competição adotado até hoje. Atualmente a cidade é a cede da Federação de Skate do Estado do Rio de Janeiro (FASERJ) que é presidida pelo skatista e Prof de Educação Física André Viana. A FASERJ é a unica federacão esportiva estadual instalada no município.

Rampa de asa delda da Serra do Vulcão (2006)

No município, a Serra do Vulcão é um grande espaço para a prática de vôo livre. A cidade faz parte do calendário oficial das competicões de vôo livre. A rampa localiza-se em altitute de 855 metros e proporciona muita adrenalina e uma vista deslumbrante da cidade e de todo o município.

Feriados municipais

Personalidades de Nova Iguaçu

Iguaçuanos
Relacionados com a cidade

  1. ? 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. ? Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
  3. ? Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. ? 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. ? Erro de citação Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_Pop_2008
  6. ? RIBEYROLLES, Charles. Brazil Pittoresco: Historia – Descripções – Viagens – Instituições – Colonisação. Rio de Janeiro:Typographia Nacional; 1ª ed: 1859; pag. 81. Ou edição mais recente: RIBEYROLLES, Charles. Brasil Pitoresco. Vol. 1. BH: Itatiaia; SP: Editora da USP, 1980: 218-219.
  7. ? Vulcão de Nova Iguaçu
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