Ilhéus - Bahia

Ilhéus é um município brasileiro do estado da Bahia. É a cidade com o mais extenso litoral entre os municípios baianos.

É considerada por seus moradores como a capital do cacau, capital da Costa do Cacau e a "Princesinha do Sul". Sua economia baseia-se na agricultura, turismo e indústrias. Já foi o primeiro produtor de cacau do mundo mas depois da enfermidade conhecida como vassoura-de-bruxa que infestou as plantações, reduziu muito a sua produção. Ilhéus foi fundado em 1534 e elevado a cidade em 1881. É conhecido mundialmente por ambientar os romances de Jorge Amado, famoso escritor baiano, como Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim. Conhecida também como "IOS", sigla que respeita a grafia antiga do nome da cidade, São Jorge dos Ilhéos, que é utilizada nos bilhetes de transporte aéreo.

Entre as seis cidades mais importantes da Bahia (Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna e Juazeiro), Ilhéus possui o terceiro maior PIB per capita, ultrapassando os 7 mil reais. Ilhéus abriga um Pólo de Informática, além de ser centro regional de serviços junto com Itabuna. Sedia o Aeroporto Jorge Amado, que é portão de entrada para destinos muito procurados como Itacaré, Barra Grande, Canavieiras, Ilha de Comandatuba e a própria cidade de Ilhéus.

História

A história de Ilhéus remonta a época das capitanias hereditárias, quando D. João III doou vasta extensão de terra, 50 léguas de largura, ao donatário Jorge de Figueiredo Correia, escrivão da corte real. Instalada em 1535 na Ilha de Tinharé, antigo domínio da Capitania de Ilhéus, a sede administrativa logo se mudou para a região da Foz do Rio Cachoeira, a chamada Baía de Ilhéus. Ainda que se falasse da terra as maiores maravilhas, o donatário da Capitania preferiu o luxo e o fausto da corte, enviando o déspota espanhol Francisco Romero para representá-lo na administração da capitania, ademais, enfrentar e depois pacificar a bravura dos índios tupinambás.

Logo, a amizade dos colonizadores com os nativos tornou possível a fundação cultural da Vila de São Jorge dos Ilhéus, que se transformou em freguesia em 1556 por ordem de D. Pero Fernandes Sardinha. Considerada por Tomé de Sousa como "a melhor coisa desta costa, para fazenda" a região se tornou produtora de cana-de-açúcar e ganhou muitas construções. Mas, com a chegada dos ferozes índios Aimorés, que passaram a atacar as plantações, Ilhéus sofreu o declínio econômico que resultou em decadência. No século XVIII com a importação de mudas de cacaueiros da Amazônia e sua notável adaptação à condições climáticas da região, Ilhéus viu brilhar diante de si um novo eldorado. O cultivo do cacau passou a gerar um número sem fim de histórias, receadas de cobiça, amores e lutas pelo poder, formando um terreno fértil para os romances de Adonias Filho e Jorge Amado, onde narram as paixões desenfreadas dos coronéis por dinheiro, mulheres e terras.

A carta da doação da Capitania de Ilhéus a Jorge de Figueiredo Correia foi assinada em Évora a 26 de junho de 1534. O donatário mandou em seu lugar o preposto Francisco Romero, que primeiro se instalou na ilha de Tinharé, onde fica o Morro de São Paulo e depois, quando descobriram o que seria mais tarde a Baía do Pontal, se encantaram e fundaram a sede da capitania, dando o nome de São Jorge dos Ilhéus, uma homenagem ao donatário Jorge e Ilhéus, devido à quantidade de ilhas que encontraram no seu litoral.

Além das que existem ainda hoje, como a Pedra de Ilhéus, Ilheusinho, Pedra de Itapitanga e a Ilha dos Frades, os morros de Pernambuco e o atual Outeiro de São Sebastião também eram ilhas.

Nos primeiros quinze anos o progresso da vila era enorme e atraía todo tipo de pessoa. Em 1556 a vila já possuía a igreja Matriz e relativa produção de cana-de-açúcar. Jorge de Figueiredo doou pedaços de terra que se chamavam sesmarias a diversas figuras importantes do reino, e em 1537 doou uma sesmaria a Mem de Sá, que seria o terceiro governador-geral do Brasil, localizada no que foi chamado Engenho de Santana, e onde hoje está localizado o povoado de Rio do Engenho. Ainda restam vestígios deste engenho que foi explorado pelos jesuítas e onde está localizada a capela de Nossa Senhora de Santana, considerada a terceira igreja mais antiga do Brasil. Em 1551, com a morte do donatário a capitania mudou de dono várias vezes e caiu no ostracismo, tornando-se apenas mais uma vila de pescadores na costa desse imenso país.

Cultivo de cacau em Ilhéus

Quando, em 1595, os franceses atacaram Ilhéus e foram repelidos, já existia na entrada do porto o fortim de Santo Antônio, transformado em 1611 em forte de pedra e cal.

Em 1754 o governo português acabou com o sistema de capitanias hereditárias e as terras brasileiras voltaram para as mãos do governo. Foi nessa época que iniciaram o plantio do cacau. As primeiras sementes foram trazidas do Pará, pois o cacau é planta nativa da região amazônica, pelo francês Louis Frédéric Warneaux, e plantada na fazenda Cubículo, às margens do rio Pardo, hoje município de Canavieiras.

Naquela época não se tinha conhecimento da importância do chocolate na alimentação e só pensava-se em cultivar a cana-de-açúcar, que era o que rendia muito. Foi somente na século seguinte, nas primeiras décadas que os alemães chegados à região e, 1821 começaram o plantio do cacau como cultura rentável. Até 1890 foram os estrangeiros que plantaram cacau. A partir desta data é que houve uma verdadeira corrida para a ocupação das terras de mineração.

Em 28 de junho de 1881 Ilhéus foi elevada à categoria de cidade, numa ação referendada pelo Marquês de Paranaguá. Em 1913 a cidade foi transformada em bispado. O governo brasileiro doava terras a quem quisesse plantar cacau. Vieram sergipanos e pessoas fugidas da seca do nordeste, do próprio estado e de todo lugar, Em dez anos a população cresceu de uma forma explosiva, plantava-se cacau em abundância, vieram pessoas buscando o eldorado e a região mudou seu aspecto.

Nesta época começaram a construir belos edifícios públicos como o Palácio do Paranaguá que abriga até hoje a Prefeitura e a sede da Associação Comercial de Ilhéus; belas casas, como a do "coronel" Misael Tavares e a da família Berbert, uma cópia do Palácio do Catete no Rio de Janeiro e muitos outros belos prédios.

Na década de vinte do século passado, Ilhéus fervilhava de pessoas, de dinheiro, de luxo e riqueza. Foi construído o prédio do Ilhéos Hotel (a grafia antiga), o primeiro com elevador no interior do Nordeste, uma obra ainda hoje imponente, e o Teatro Municipal que esteve em ruínas, mas que foi reformado e é considerado um dos mais bem aparelhados do interior do Nordeste e fora das capitais.

Ilhéus sempre primou pelo bom gosto e pelo requinte, sempre teve muita ligação com a Capital Federal, o Rio de Janeiro (enquanto capital do país) e também com a Europa. Em 1921, quando inaugurou, sua casa, o "coronel" Misael Tavares ofereceu um banquete e o cardápio do jantar estava escrito em francês. Era comum as famílias possuírem pianos, muitas vezes até de cauda em suas casas e até fazendas. Vinham da Europa nos navios.

A exportação de cacau era um problema, pois era feita pelo porto de Salvador. Havia muita dificuldade no embarque e perda de qualidade e de peso. Em 1924, os cacauicultores iniciaram a construção do porto de Ilhéus com recursos próprios, e a exportação do cacau começou a ser feita diretamente na cidade, trazendo com isso a presença de estrangeiros e um intercâmbio cultural com países da Europa. Nesta época vinham dançarinas, mágicos, e também aventureiros para divertir as pessoas que possuíam dinheiro.

Havia cabarés, clubes noturnos, cassinos. A cidade era movimentada e é esta época narrada por Jorge Amado em seus romances. Uma época de muito dinheiro e de muito luxo.

O grande fluxo financeiro originado pela produção e exportação de cacau deu origem a peculiaridades no desenvolvimento da Região da Costa do Cacau, região geoestratégica da Bahia. O desenvolvimento da produção e a busca por melhor qualidade nesta commodity, levaram as lideranças regionais e os produtores a criar a CEPLAC, Comissão Executiva de Desenvolvimento e Preservação da Lavoura Cacaueira. Hoje um orgão do Ministério da Agricultura, com importante centro de pesquisa, o CEPEC. A demanda regional por educação superior, buscada nas década de 1940 e 1950 em Salvador, principalmente pelos filhos de coronéis do cacau, gerou o anseio pela implantação de faculdades e instituições de ensino superior na região. A UESC, Universidade Estadual de Santa Cruz, é fruto desta demanda, e hoje torna-se referência nordestina em formação profissional de nível superior, e firma-se como importante instituição de produção científica no nordeste, sendo a segunda da Bahia, somente superada pela UFBA.

A cidade de São Jorge dos Ilhéus fica situada em local privilegiado. Recortada por muita água, sua chegada por avião é muito bonita e emocionante. O centro da cidade fica localizado numa ilha artificial formada pelos rios Almada, Cachoeira e Itacanoeira (ou Fundão) e ainda pelos canais Jacaré e Itaípe, este último construído no final do século antepassado pelo engenheiro naval François Gaston Lavigne, oficial do exército de Napoleão. Este canal foi construído para facilitar a passagem das canoas que traziam cacau da região do rio Almada para o embarque no porto. Compondo a área de preservação ambiental da bacia hidrográfica deste rio, a Lagoa Encantada possui beleza natural ímpar, elevado nível de preservação ambiental, lindos passeios de barco, com cachoeiras e contato com a natureza.

A partir de meados da década de oitenta, a monocultura cacaueira sofreu um rude golpe na sua característica principal que era a de gerar muita riqueza. A seca constante provocada pelo fenômeno El Niño, os baixos preços internacionais e por último a praga denominada vassoura-de-bruxa, fizeram da cacauicultura uma atividade menos rentável. Se para uns isto representou tristeza e angústia, para a região permitiu que se pensasse em outras atividades rentáveis. Foi então que Ilhéus renasceu, desta vez para o turismo. A implantação de projetos industriais e o surgimento do pólo de informática têm sido também alternativas de desenvolvimento.

A cidade tem infra-estrutura que permite, melhor que nenhuma outra no Estado, que se desenvolva esta atividade que cada vez mais pessoas no mundo procuram, que é o lazer e a vontade de descansar e aliviar o corpo da tensões cada vez maiores do trabalho. Hawaizinho, Olivença, Rio do Engenho, são alguns dos pontos turísticos que merecem uma visita à Ilhéus. A população gentil e hospitaleira, educados e respeitosos com o turista a mais.

Subdivisão

Distritos

Grande parte do território do município está espalhada nos distritos. São dez: Aritaguá, Banco Central, Banco do Pedro, Castelo Novo, Couto, Inema, Japu, Olivença, Pimenteira e Rio do Braço. Em área, turisticamente e populacionalmente, podemos destacar Olivença. Demograficamente, pode ser destacado Aritaguá.

Povoados

São dezenove. O distrito de Aritaguá é o que mais tem povoados. Ponta da Tulha, Salobrinho e Banco da Vitória são os mais populosos.

Símbolos

Dois prefeitos e um professor dotaram Ilhéus de símbolos marcantes: cores, bandeira, brasão: Em 1954 era prefeito Pedro Catalão; nesta gestão o professor Leopoldo Campos Monteiro, entendido em Heráldica, foi convidado a compor o brasão de Ilhéus, oficialmente aceito pelo decreto n° 34 de 4 de junho de 1954. Anos depois, em 1965, no governo do prefeito Herval Soledade, o mesmo professor Leopoldo Campos Monteiro, foi encarregado de criar a bandeira ilheense. A mesma lei que criou a bandeira e confirmou o brasão, estabeleceu como cores oficiais de Ilhéus, o vermelho e o verde.

Economia

Na agricultura, Ilhéus destaca como produtor de cacau. Porém, piaçava e dendê vem ganhando bastante espaço atualmente.

Na indústria, Ilhéus destaca-se em toda a Mesorregião do Sul Baiano, por ser pólo de informática, ter um distrito industrial, diversas indústrias para manuseio e transformação do cacau e para criação de sofás.

Os serviços crescem em Ilhéus. Além do alto índice atual de emprego, a cidade apresenta um comércio em grande desenvolvimento, sendo o que mais cresce em toda a Mesorregião Sul Baiano. Nos serviços podemos destacar ainda os transportes de Ilhéus, a cidade possui grande frota rodoviária, e é uma das únicas cidades em seu estado a possuir aeroporto (o Aeroporto Jorge Amado) e porto (o Porto de Ilhéus, maior exportador de cacau do Brasil). A economia ilheense está prevista para crescer mais ainda com a implantação do moderno Porto Sul e a ferrovia Leste-Oeste que irão reverter o processo de estagnação da economia local, além do futuro aeroporto internacional.

Educação

Nos últimos anos, as opções de cursos de nível superior apresentou um expressivo crescimento. Com a oferta de novos cursos na rede pública e a chegada de novas instituições de ensino presencial e à distância, em diversos casos, não é mais preciso sair da cidade para realizar o curso desejado.

Em território ilheense da Rodovia Ilhéus-Itabuna (cerca de seis quilômetros antes do fim do município de Ilhéus nesta rodovia) localiza-se a Universidade Estadual de Santa Cruz, Campus Soane Nazaré de Andrade. A Universidade oferece 27 cursos, além de uma moderna biblioteca e grandes instalações.

Entre Ilhéus e Olivença (distrito de Ilhéus) localiza-se a Faculdade de Ilhéus. A faculdade é privada e oferece cinco cursos (Administração, Ciências Contábeis,direito , nutrição e enfermagem), tem um excelente espaço, com espaçosa biblioteca e moderníssimas instalações.

No Instituto Nossa Senhora da Piedade, localiza-se a Faculdade Madre Thaís, a faculdade é privada e está localizada no Alto da Piedade, com anexo na Araújo Pinho. A faculdade conta com os cursos de Administração e Enfermagem, e em pouco tempo espera acrescentar a seu quadro o curso de Direito. Também encontramos na saída para Itabuna próximo a rodoviária, a FTC EaD que fica localizada no instituto de ensino Joana d'Arc, com os cursos de: Administração, Tecnólogo em Segurança do Trabalho, Biologia, Letras, História, Pedagogia, entre outros cursos.

Na Escola Diretriz (Pontal), administrada pela Cooperativa de Professores Santa Rita, encontra-se o Pólo de Apoio Presencial do Grupo Uninter em Ilhéus. Através das duas faculdades do grupo (Facinter e Fatec Internacional) o UNINTER oferece diversos cursos de graduação e pós-graduação na modalidade EaD.

No IBEC (Instituto Brasileiro de Educação, Cultura e Turismo), Pontal - Ilhéus, também são oferecidos cursos superiores, o instituto é privado.

Ainda existem a Eadcon (no Colégio Nossa Senhora da Vitória) e a Unopar Ilhéus, em sede própria.

Principais Redes de Ensino
  • Colégio Estadual do Iguape (Pública)
  • Colégio da Polícia Militar Rômulo Galvão (pública)
  • Colégio Nossa Senhora da Vitória (privada)
  • Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavígne (pública)
  • Colégio Status (privada)
  • Colégio Fênix (privada)
  • Escola Santa Ângela (pública)
  • Escola Diretriz (privada)
  • Colégio São Jorge dos Ilhéus (privada)
  • Instituto Nossa Senhora da Piedade (privada)
  • Escola Heitor Dias (pública)
  • Colégio Impacto (privada)
  • Colégio Ideal (privada)
  • Instituto de Ensino Joana d'Arc. (privada)
  • colégio estadual de ilhéus (pública)
Estatística
  • Taxa de analfabetismo (IBGE - 2008):
    • população de 0 a 5 anos:25,5%
    • população de 6 a 9 anos:15,5%
    • População de 10 a 15 anos: 28,2%
    • População de 15 anos ou mais: 30,8%
  • IDI (Índice de Desenvolvimento da Infância - Unicef - 2008): 1,50.

Transportes

Ilhéus possui um aeroporto, Aeroporto Jorge Amado, administrado pela INFRAERO. Duas grandes empresas aéreas operam na cidade: GOL , TAM,TRIP Linhas Aéreas e Webjet para as cidades de Belo Horizonte-Confins, Salvador, São Paulo-Congonhas e São Paulo-Guarulhos. O Porto de Ilhéus é o maior porto exportador de cacau do Brasil e o primeiro a ser construído em mar aberto no Brasil, e que veio a ser inaugurado em 1971. É administrado pela CODEBA (Companhia das Docas do Estado da Bahia). É utilizado também para o turismo da cidade por meio dos cruzeiros que Ilhéus recebe durante o verão.

Ilhéus conta com transportes intermunicipais que conduzem à outras cidades do interior do estado e para a capital, coletivos que circulam pela cidade.

Cultura

Pontos turísticos

Capital turística da Costa do Cacau, e considerada por muitos, terceiro maior ponto turístico da Bahia, Ilhéus é cheia de pontos turísticos, dentre eles, patrimônios religiosos, instituições culturais, bairros e povoados, que juntos às suas belíssimas praias (exemplos: Avenida, Ponta da Tulha, Sul, Norte, Batuba, Olivença), formam um espetáculo.

  • Bar Vesúvio - Praça Dom Eduardo

Um dos mais antigos estabelecimentos comerciais da cidade, é citado por Borges de Barros, em 1915, como a única pastelaria da cidade. Palco de muitas intrigas, o Bar Vesúvio está próximo de completar seu centenário e continua sendo testemunha silenciosa da vida ilheense. Famoso em todos os continentes através da obra de Jorge Amado, é muito procurado por turistas que chegam a Ilhéus. Os primeiros proprietários foram os italianos Nicolau Carichio e Vicenti Queverini. Hoje o imóvel pertence a Hans Koella, suíço que tem diversos empreendimentos na cidade. Foi tombado pelo município.

  • Bataclan - Av. 2 de Julho

O atual prédio do Bataclan foi reformado através de um convênio entre a Petrobrás e Prefeitura Municipal, inaugurado em 2004.

Antigo bordel freqüentado pelos "Coronéis do Cacau", funcionou até os anos 1940 e ficou célebre por fazer parte da literatura amadiana. Sua proprietária era Antônia Machado, cujo nome, na obra de Jorge Amado, ficou conhecido como "Maria Machadão". Pode ser visitado diariamente e seu espaço é utilizado para lançamento de livros, vernissages e eventos sociais. O "quarto" de Maria Machadão foi reeditado com móveis da época.

  • Casa de Cultura Jorge Amado - Quarteirão Jorge Amado (Circuito Cravo)

Casa edificada pelo Coronel João Amado de Faria, após ter sido sorteado com um prêmio da Loteria Federal. Foi residência dos Amado e local onde Jorge iniciou seus primeiros escritos. No antigo prédio funcionou a Faculdade de Direito em Ilhéus e, posteriormente, a Delegacia Estadual da Fazenda. Foi doado ao município pelo Governo do Estado da Bahia, na gestão de Waldir Pires, para o funcionamento da Fundação Cultural de Ilhéus. A reforma e transformação em Casa de Cultura Jorge Amado foi realizada em parceria com a Petrobrás e sua inauguração ocorreu em 27 de junho de 1997.

  • Teatro Municipal de Ilhéus - Quarteirão Jorge Amado (Circuito Cravo)

"Em ato mui solene, foi lançada a 3 de maio [1929], pelo intendente municipal, a primeira pá de concreto das fundações do majestoso edifício do futuro Cine-Teatro Ilhéus, à praça Luiz Viana" (CAMPOS, 1981). "Antigamente os circos que vinham à cidade pertenciam ao gênero que os cariocas classificam na sua geringonça de 'mambembe'. Agora, porém, não acontecia assim. A platéia popular de Ilhéus já se enquadrara no rol das capazes de aplaudir elencos mundialmente conhecidos. Em junho exibiu-se pela primeira vez na cidade um filme - opera, no Cine Teatro Peri, e nos últimos dias do ano inaugurou-se um cinema de luxo, o Cine Teatro Ilhéus" (Ibid.).

Religião

  • Catedral de São Sebastião - Praça Dom Eduardo

Sua construção foi iniciada em 24 maio de 1931, sob o comando de Dom Eduardo Herberhold, segundo Bispo Diocesano e do arquiteto Salomão da Silveira. Sua dedicação em 21 de setembro de 1967, quando era bispo Dom Caetano Antonio dos Lima dos Santos, com a presença do Núncio Apostólico Dom Sebastião Baggio e diversas autoridades governamentais e eclesiástica. A partir desta data passou a ser a Sé da Diocese de Ilhéus, que foi criada em 20 de outubro de 1913, pelo Papa Pio X, desmembrada da Arquidiocese de São Salvador, a quem a Paróquia de São Jorge era subordinada desde 1556, quando foi criada pelo primeiro bispo brasileiro, Dom Pero Fernandes Sardinha. Na Catedral de São Sebastião estão sepultados dois bispos: Dom Eduardo Herberhold e Dom Valfredo Tepe.

  • Cristo - Av. 2 de Julho

Estátua de 7,5 metros de altura, situada na entrada da barra, na avenida 2 de Julho. Inaugurada durante o governo municipal de Mário Pessoa, serve de referência estética, ética e religiosa para o povo de Ilhéus.

  • Biblioteca Pública Municipal Adonias Filho - Av. Soares Lopes
  • Capela de Senhora Santana - Povoado Rio do Engenho
  • Igreja Matriz de São Jorge - Praça Rui Barbosa

Inaugurada em 1556, foi construída com pedras de cantaria e atualmente é a Igreja mais antiga do centro de Ilhéus. Sofreu diversas reformas através dos séculos, porém conservou seu estilo primitivo. Aí funciona o Museu de Arte Sacra de Ilhéus que guarda uma imagem secular de São Jorge, valiosas peças sacras dos Séculos XVI, XVII e XVIII e um painel da história de Ilhéus. Localizada na Rua Conselheiro Dantas, Centro.

Palácio Paranaguá, sede do poder executivo da cidade
  • Convento e Igreja Nossa Senhora da Piedade -

Esse conjunto erguido em área urbana, é um belíssimo exemplar da arquitetura neogótica. O interior da Igreja é dotado de riquíssimo sacrário e na área do Convento funciona um colégio desde 1916, sob a direção das Irmãs Ursulinas. O Convento foi concluído em 1928 e domina uma das mais belas paisagens de Ilhéus. Hoje é também um local de realização de Congressos e Seminários. O conjunto fica na Rua Madre Thaís, no Alto da Piedade

  • Museu Nossa Senhora da Piedade

O acervo do museu é composto de mobiliário antigo, louças, castiçais, crucifixos, diversos paramentos romanos usados por padres na celebração de missas, quadros e objetos diversos de uso pessoal de Madre Thaís, a fundadora do Instituto Nossa Senhora da Piedade em 1916. Das janelas e do pátio do museu pode-se Ter uma bonita vista da cidade e de várias praias.

  • Lagoa Encantada - Povoado de Lagoa Encantada
  • Oiteiro de São Sebastião
  • Palacete Misael Tavares - Quarteirão Jorge Amado (Circuito Cravo)
  • Palácio Episcopal - Alto Teresópolis
  • Palácio Paranaguá - Praça J. J. Seabra
  • Ponta da Tulha - Povoado de Ponta da Tulha
  • Casario secular da Rua Antônio Lavigne de Lemos (Circuito Cravo)

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