Em Pilar, registrou-se a última execução do Brasil, às onze e meia da manhã de 28 de abril de 1876. Foi executado o escravo Francisco, pertencente ao Dr. Joaquim Telésforo Ferreira Lopes Viana. Ele foi acusado de assassinar, juntamente com os também escravos Prudêncio e Vicente, o casal João Evangelista de Lima e Josefa Martha de Lima, proprietários do Hotel Central. O crime ocorreu em 28 de abril de 1874, dois anos antes da execução. O imperador D. Pedro II autorizou o enforcamento de Prudêncio. A visita de D. Pedro II a Pilar é considerada um dos mais importantes fatos históricos da cidade e da região.
O patíbulo que serviu de palco para montagem da forca foi construído às vésperas do "ato de justiça". A escada de acesso ao estrado tinha 13 degraus, totalizando 1,80 m de altura. A trave de suporte da forca foi regulada de forma que, ao cair, o corpo ficaria pendurado em um nível um pouco acima dos olhos da platéia.
A rigor, houve várias execuções judiciais no Brasil, por enforcamento, tanto de escravos como de homens livres, entre os anos de 1855 e 1876. E até os últimos anos do império, o júri continuou a condenar à morte, ainda que, a partir desse ano de 1876 o imperador tivesse comutado todas as sentenças capitais, tanto de homens livres como de escravos.